Muitas vezes coloquei a cadeira ao lado da pia, e enquanto mamãe
lava louça, perguntava como foi sua vida mais papai. Mamãe então contava a
historia de ir buscar água a quilômetros com a lata d água na cabeça, da
dificuldade de lavar roupa no córrego batendo nas pedras e usando sabão feito
em casa com banha de porco.
Lembro dela me dizendo que acordava de madrugada para aceder
o fogão a lenha e fazer café para papai ir para roça. Lembro de mamãe dizendo
que as 10:00 horas já estava com almoço pronto por que papai precisava
aproveitar a claridade do dia para colher ou plantar. Lembro de mamãe falando
que ao levar almoço, também ficava na roça ajudando papai a “dibuia” milho e
bater feijão. Mas principalmente, lembro de mamãe falando que papai foi o único
amor da vida dela.
Hoje o papai não depende mais da mamãe para levar a marmita.
Hoje mamãe não depende mais de papai para trazer o alimento de todo dia.
Hoje a independências dos sexos (não estou dizendo que não é bom), findaram os relacionamentos
duradouros. Hoje a dependência de si próprio, retirou a necessidade de brigar
pelo casamento e pela felicidade do outro. Vejo com tristeza, notícias e mais notícias
de casais que acabaram de se casar e já findaram o casamento, de casais com
anos de casados que também optaram por se separarem. Desamor? Correria do dia a
dia? Tecnologia? Falta de dialogo?
Claro que não estou falando aqui, de relacionamentos que
realmente findou o respeito, em que um já esteja na fase de agredir o outro. Estou
falando, e creio que muitos sabem bem, da simplicidade de dizer CHEGA, não
quero mais.
Hoje se casa com a seguinte frase: “se não der certo a gente
separa e pronto!”.
Não se valoriza o relacionamento como na época de papai e mamãe.
Talvez por que no tempo de papai e mamãe, ser separado era motivo de vergonha. Hoje
não, hoje a sociedade nem liga mais para isso. Hoje a separação de um casal não
é mais motivos de fofocas daquelas vinhas sabem?.
É isso que nossa sociedade esta virando, uma sociedade de
aceitamos tudo, uma sociedade de tudo é normal.
Não sou do tempo de mamãe, mas confesso que não me enquadro
nesse tempo também. Tenho 30 anos de relacionamento e quer saber, não tenho por
que parar agora e mesmo quando tive por que parar, não parei. Por quê? Talvez por
que toda a sociedade de hoje pregasse que isso é normal e justamente por não me
enquadrar a essa sociedade atual, tenho persistido e lutado tanto pelo meu
casamento. Fui obrigado? Fiz por pena de mim ou dela? Foi pelos filhos? Nada disso.
Foi por entender que casamento é para sempre. Foi por entender que a voz do
povo não é a voz der Deus.
Pode aparecer um monte de psicólogos dizendo “Ns” motivos técnicos
para que um relacionamento acabe. Mas podem analisar... Todos vão levar a Conclusão
de que não foi desamor e sim a falta de vontade de lutar, por que é bem mais fácil
parar.
Eu vejo assim, não sei se estou certo, mas preciso de
motivos bem maiores que esses que TODOS os grandes psicólogos colocam como
motivo para separação.
Pois pra mim, todos levam a uma única resposta...
SEPAREI-ME POR QUE HOJE É MAIS FÁCIL.
Claro que tenho mais argumentos para minha tese, mas não vou fazer um texto gigante, apenas coloco meu ponto de vista resumidamente!
“Nóis é leigo, mas nóis fala Mêmô!”
Abraços e sucesso...
Reginaldo.




